Musical infantil ‘A Borboleta Sem Asas’ chega ao Sesi Rio Preto 

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Babi é uma borboleta que nasceu sem asas. Certo dia, ela decide ir até o lago com as outras borboletas, mas elas a destratam por causa de sua deficiência. Ao decidir ir até o lago pela terra, ela conhece diversos outros insetos que a ajudam em sua trajetória, como a abelha Abel, o caramujo Magnólio e o vagalume Lamparino, entre outros, cada um com sua particularidade.

O musical ‘A Borboleta Sem Asas’ é uma obra de César Cavelagna, com dramaturgia de Marcos Ferraz, músicas de Marcos Okura, Ricardo Brunelli e Vinícius Loyola, direção musical de Vinícius Loyola e direção artística de Paula Flaibann e Bebel Ribeiro.

As apresentações no Teatro do Sesi Rio Preto acontecem nos dias 10 e 17 de setembro, às 15h. Os ingressos são gratuitos, mas é necessário reservar previamente através do sistema Meu Sesi no site da unidade. 

A peça, que ganhou versão atualizada em 2019, foi criada em 1996 a partir de um desejo de César Cavelagna e Marcos Okura de discutir o assunto da deficiência com os pequenos. O sucesso da abordagem foi tamanho que A Borboleta Sem Asas ganhou duas montagens profissionais para o palco, uma delas da extinta Cia de Teatro Rock, de Ferraz, Okura, Fezu Duarte e Fábio Ock; uma montagem criada por estudantes ao fim de uma oficina de teatro e uma adaptação audiovisual para o programa Teatro Rá-Tim-Bum, da TV Cultura.  

A nova versão, com direção assinada por Bebel Ribeiro e Paula Flaibann, aposta na proximidade com as crianças da nova geração. Para isso, algumas adaptações foram feitas, como músicas que flertam mais com o pop e a principal ocupação das borboletas que hostilizam Babi – se na versão original elas eram modelos, agora elas são digital influencers.

“É uma versão da Borboleta para os anos 2020”, diz Marcos Okura, que acompanhou o processo de criação da peça como supervisor artístico.  

O espetáculo é composto por dez músicas. O diretor musical Vinícius Loyola apostou em diferentes gêneros e referências que alcançam crianças e adultos. Pop, rock, tango, disco e axé integram a trilha sonora. Os figurinos de Juliana Sanches fogem do óbvio na representação dos insetos.

 

“Não quisemos nada muito realista, há apenas alguns elementos do figurino que remetem ao inseto em questão, mas isso só se revela mesmo pela dramaturgia”, contam as diretoras. 

O cenário, também assinado por Juliana, é simples e objetivo. Escadas, guarda-chuvas estilizados como flores e puffs em forma de cogumelos enfeitam o jardim que ambienta a história. As diretoras contam que as adaptações feitas no texto foram anotadas em tempo real para manter a dinamicidade da peça.

 

“Uma piada que funciona hoje pode perder o sentido em pouco tempo, então fazemos atualizações a cada ensaio para que possamos manter a peça atual em todas as sessões e temporadas”, explicam as diretoras.

Para a equipe, as personagens da peça também trazem elementos humanos que podem gerar reflexões nos adultos e crianças sobre o respeito à diversidade.

“O zangão é debochado e vaidoso, a abelha é muito trabalhadora, o caracol é um tipo apaixonado e o vagalume é um sábio”, contam as diretoras.

Okura, único integrante que também faz parte da equipe original de A Borboleta Sem Asas, afirma que mesmo com todas as adaptações, a mensagem de acolhimento das diferenças e do entendimento que são elas que nos fazem únicos está mantida na peça. “Essas questões são atemporais e estão retratadas o tempo inteiro”, opina.  

O Grupo 

O Grupo Trapiche foi criado em 1986, pela atriz e produtora Vania Bastia – mulher empreendedora da periferia e a frente do seu tempo. Em sua história, mais de 40 montagens somadas no currículo, voltado ao público infantil, infanto-juvenil e adulto. Trapiche também foi um dos primeiros a estampar a ideia do projeto escola, percorrer toda a cidade de São Paulo e viajar pelo Estado tornando-se referência no segmento.  

  

Espetáculo: “A Borboleta Sem Asas”  

Dias e horários: 10 e 17 de setembro, sábados, às 15h  

Local: Teatro do Sesi Rio Preto 

Endereço: Av. Duque de Caxias, 4656 – Vila Elvira  

Entrada Gratuita  

Reserve seu Ingresso: Meu Sesi  

Classificação Livre  

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.