DORES NAS PERNAS PÓS COVID: QUAIS OS SEUS SIGNIFICADOS?

0
46
DORES NAS PERNAS PÓSCOVID: QUAIS OS SEUS SIGNIFICADOS?
Compartilhe

            Quem já foi internado ou recebeu tratamento para o Covid-19, mesmo que já tenha sido vacinado com as duas doses, sente que alguns sintomas persistem ou pioram ao longo do tempo. As queixas mais comuns relacionadas a Síndrome Pós Covid são queda capilar, perda da memória e dores nas pernas.

            Em relação as dores nas pernas, inúmeros significados clínicos podem estar associados a este sintoma. Doenças importantes podem manifestar-se apenas com dores nas pernas, dentre elas, a trombose venosa profunda, a trombose arterial aguda, a embolia pulmonar e a má circulação. Apesar de inespecífico, a dor nas pernas não deve ser menosprezada, nem automedicada. A avaliação médica ainda constitui a melhor forma de compreender o motivo pelo qual uma pessoa está evoluindo com dores nas pernas.

          

  Entretanto, será que todas as dores nas pernas são iguais ou representam a manifestação clínica das mesmas doenças?

Não! A dor nas pernas contém diversos significados e cada tipo de dor está associado a uma patologia específica. Fica a critério do indivíduo que a sente, conscientizar-se da importância do diagnóstico precoce, baseado em acompanhamento médico e exames para Check-Up.

            A dor nas pernas que surge de repente, não associado a trauma e acompanhado por inchaço é muito sugestivo de trombose venosa profunda. Ainda mais quando nos referimos a pacientes que usam anticoncepcionais, foram submetidos a cirurgias recentes ou fizeram viagens de longa distância. Outros fatores de risco dignos de nota são: sobrepeso e obesidade, histórico familiar, antecedentes pessoais de varizes ou predisposição genética para fenômenos tromboembólicos.

            Toda pessoa pós Covid possui risco elevado de desenvolver trombose venosa profunda, que representa o primeiro passo para a embolia pulmonar. Em estudos realizados em unidades de terapia intensiva, a embolia pulmonar constituiu aprincipal complicação clínica associada ao Covid-19.

Tanto a trombose venosa quanto a embolia pulmonar merecem avaliação clínica detalhada, tratamento com medicações anticoagulantes e exames de imagem para descartar complicações. A mortalidade é consideravelmente maior quando existe associação entre acometimento pulmonar pelo Covid-19 e obstrução da circulação pulmonar por embolia.

            Por outro lado, as dores nas pernas associadas a caminhada, a corrida ou quando é necessário subir alguns lances de escada, sugerem comprometimento circulatório arterial, com risco de formação de feridas, de úlceras que cicatrizam com dificuldade e até mesmo da perda do membro.

            A Doença Arterial Periférica, popularmente conhecida como “má circulação”, representa a condição clínica caracterizada pela obstrução da parede das artérias por placas de colesterol (ateroma), reduzindo de maneira expressiva o aporte sanguíneo para as extremidades do corpo, em especial para as pernas e para os pés.

            A sensação de frialdade, formigamento, falta de sensibilidade, alteração na coloração da ponta dos dedos e dor é exacerbada no paciente cardiopata ou vasculopata que recentemente evoluiu com infecção viral pelo Coronavírus. O risco de complicações é maior, com necessidade de internação hospitalar e intervenções cirúrgicas.             O acompanhamento com o Cirurgião Vascular e o Check-Up Vascular representam a melhor maneira de compreender o verdadeiro significado das dores nas pernas pós Covid.

Para mais informações sobre sintomas após a infecção pelo Coronavírus, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br


Compartilhe
Artigo anteriorOlímpia conecta o país no 57º Festival do Folclore
Próximo artigoFoz do Marinheiro conta com atividades que estão nas Olimpíadas
Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.