Jurista rio-pretense lança livro sobre a queda do império milenar chinês

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Autor de mais de 60 livros, com temas que vão da área jurídica à história, de política à cultura, o jurista rio-pretense Durval de Noronha Goyos Jr., lança neste mês “As Guerras do Ópio na China e os Tratados Desiguais”, obra acadêmica onde narra sob uma ótica humanística os acontecimentos que marcaram o declínio do império chinês e o período conhecido como a “Grande Humilhação”.

Com prefácio de autoria do Prof. Dr. Marcos Cordeiro Pires, da UNESP Marília, o livro é lançado pela editora Observador Legal e será vendido pelos sites das editoras Observador Legal, Anita Garibaldi e Mercado Livre.

Fruto de quase 15 anos de pesquisas e entrevistas, o escritor se debruça em um estudo das chamadas Guerras do Ópio na China, que conta desde os primeiros registros do uso do derivado da papoula como medicamento, até a descoberta de uma droga viciante, que resultou na morte de muitas pessoas, incluindo milhões de chineses e indianos dominados pelo colonialismo inglês e forçados a trocar a produção de alimentos pela do ópio, que era o principal produto de exportação para a China.

De acordo com as conclusões do autor: “Os ingleses fizeram do ópio a principal mercadoria mundial e, ao mesmo tempo, a maior fonte de lucros para os seus comerciantes, elites e governo, todos igualmente envolvidos no tráfico de entorpecentes. Para os demais, sobrou a mais absoluta miséria”.

Uma crueldade sem precedentes, que abriu caminho para que outros países também dirigissem ao povo chinês abusos que diminuíssem, de forma preconceituosa, os feitos de sua população em séculos de existência. “Estes preconceitos ingleses, alimentados pelo negacionismo da verdade histórica, omissões de referências às conquistas chinesas, usurpação de inventos e da autoria de descobertas científicas e notícias falsas sobre a índole do povo chinês, foram disseminados por outros países colonialistas ou sub colonialistas”.

Outro fato abordado pelo livro é que durante as “guerras do ópio” surgiram fórmulas de comércio utilizadas até hoje pelas grandes potências econômicas, que são consideradas desfavoráveis aos países economicamente mais frágeis.

“Foi assim que, nas chamadas guerras do ópio, na China, quando e onde foram criadas, implementadas ou ainda aperfeiçoadas diversas práticas de política externa, conceitos jurídicos e regras comerciais depois aplicadas pelas potências hegemônicas de maneira geral para a exploração dos povos do mundo e notadamente pelos EUA. Dentre estas táticas podem ser identificadas inicialmente a cooperação imperialista para espoliar um país em desenvolvimento”.

Uma leitura esclarecedora, rica em detalhes, história que envolve acontecimentos de séculos atrás e explica a evolução de diversos organismos internacionais que atuam hoje no mundo e suas, nem sempre, intenções tão justas. 

Sobre o autor:

Formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Noronha é advogado qualificado no Brasil, Inglaterra e Portugal. Tem diversas pós-graduações e já publicou mais de 60 livros que transitam pelas áreas de direito internacional, lexicografia, história e economia até romances e contos eróticos. Presidente da UBE – União Brasileira de Escritores, além de advogado, jurista, escritor, professor e jornalista, foi responsável pela abertura do primeiro escritório de advogados latino a se estabelecer na China, em Xangai, no ano de 2001. Possui mais de 1.000 artigos publicados em diversas línguas e proferiu mais de 800 conferências em todo o mundo.

Ficha técnica:

Durval de Noronha Goyos Júnior

“As Guerras do Ópio na China e os Tratados Desiguais”

Observador Legal Editora – 2021

208 páginas

Valor: R$ 60,00

Vendas:

http://observadorlegal.com.br/


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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.