Campanha pelo 8 de Março convida sociedade a vestir preto contra o feminicídio

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Campanha pelo 8 de Março convida sociedade a vestir preto contra o feminicídio

Neste “Dia Internacional da Mulher” o Conselho Municipal de Defesa da Mulher celebra a data com a campanha 8 de Março contra o Feminicídio – Vista-se de Preto!.

A proposta é que toda a sociedade  participe de um protesto silencioso e provocativo. O objetivo é  discutir o grave problema da violência contra a mulher.

“O feminicídio é o crime prescrito na lei 13.104/2015. É uma modalidade de homicídio qualificado, um crime hediondo. Comum em sociedades machistas, como ainda é a brasileira.  é motivado por ódio, desprezo ou sentimento de perda do controle e da propriedade ”, explica a secretária da pasta, Maureen Leão Cury.

Os números comprovam que ser mulher no Brasil é, em si, uma condição de risco. Segundo Atlas da Violência (IPEA), a cada 2 horas, em média, uma mulher é morta no Brasil simplesmente por ser mulher. Em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no País. E, em 33 anos, mais de 100 mil brasileiras foram mortas por esse tipo de crime.

“Aqui em Rio Preto, sabemos que em um período de 14 meses, 11 mulheres foram vítimas de feminicídio. um número cinco vezes maior que no ano anterior”, alerta a presidenta do CMDM, Monica Abrantes Galindo.

“Por essa razão entendemos que não podemos nos calar. mas chamar todos os setores da sociedade a pensarem e discutir esse assunto conosco”, completa.

 

Ao longo dos últimos dias, a campanha ganhou o apoio de órgãos públicos, organizações de classe, entidades.

São elas: Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara Rio Preto, Acirp, Sesi Rio Preto, Senac Rio Preto, Sebrae Rio Preto, Sesc Rio Preto, LIDE Rio Preto, Hospital de Base, UNESP – Ibilce.

As orientações para quem deseja aderir à campanha 8 de Março contra o Feminicídio – Vista-se de Preto! são:

1 – Oriente e incentive seus companheiros, colaboradores, associados, parceiros e respectivas cadeias de contato a vestirem-se de preto no dia 8 de março. Caso não seja possível o uso de roupas, adotem algum adereço na cor preta, como uma fita visível amarrada ao pulso ou ao braço;

2 – Promova, na medida do possível, reflexões (palestras, debates, rodas de conversa, coffee work, etc.) a respeito do feminicídio, da violência contra a mulher e da responsabilidade social no enfrentamento dessa complexa questão;

3 – Fotografe a adesão de sua comunidade ao convite de vestir-se de preto e também as atividades de reflexão realizadas;

4 – Compartilhe esse registros fotográficos em suas redes sociais, utilizando as hashtags (#): #feminicidio #8demarço #riopreto #8demarçoriopreto #8demarçorp #disque180 #riopretocontraofeminicídio #combinamosnãomorrer #riopretomulheres #mulheresriopreto #violenciacontramulher

5 – Confirme presença e acompanhe as novidades sobre a campanha no evento 8 de Março contra o Feminicídio – Vista-se de Preto!, no facebook da Prefeitura.

 

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.