Banda The Monnas apresenta “Infelizmente, existe esse movimento feminista”

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Serra Amarela - Sessão Infelizmente existe esse movimento feminista - (36)
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Idealizado e produzido pela Banda The Monnas, o projeto musical “Infelizmente, existe esse movimento feminista” é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. E, traz para a reflexão o tema da violência contra a mulher. A apresentação é no dia 08 de março de 2020, às 20h pelo canal do YouTube da banda The Monnas (youtube.com/themonnas). A duração do espetáculo é de trinta minutos.

O projeto

O projeto concebido pelas integrantes da Banda The Monnasé um musical que traz para a reflexão o tema violência contra a mulher e de como esse assunto é debatido no momento. A maneira como o grupo traz o debate se diferencia, pois trabalha o conceito reverso, trazendo histórias reais contadas num espaço de glamour baseado nas produções da Broadway.

A escolha de falar de um tema tão pesado e casar com o encanto das produções musicais procura mostrar como a sociedade vivencia esses fatos reais, doloridos e tão corriqueiros.

“Histórias que chegam a um patamar de fatos tidos como banais. sem muitas vezes se aprofundar na dor dessas mulheres agredidas e/ou que vivem um relacionamento abusivo. É a velha história do ‘normal’, que ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’, até que essa mulher é morta”, comenta Talita Campos, proponente do projeto.

De gênero dramático, apresenta 06 (seis) monólogos que são alternados com muita música. São recortes de histórias de mães, esposas, namoradas, mulheres trans e de diferentes graus de instrução e classe social,onde todas elas têm algo em  comum: todas passaram por alguma forma de violência de seus parceiros.

 O musical foi filmado no Teatro Municipal Nelson Castro (respeitando as regras de distanciamento social para a prevenção da contaminação do COVID 19) e editado previamente. Será exibido em caráter de “live”, mostrando também um making-of dos bastidores e do processo de montagem.

“Misturei a versão do filme com a versão da Broadway brasileira, fiz questão de colocar uma bateria com peças de jazz dos anos 20, onde são peças mais graves e as peles mais soltas. Substitui alguns instrumentos, acrescentei saxofone para dar mais ambiente de jazznos arranjos. Me inspirei em desenhos da década de 40, onde a música de fundo acompanha o que está acontecendo na tela, tipo Tom e Jerry, Pica-Pau, LooneyTunes,  além de grandes compositores como John Williams e Danny Elfman” , Explica Thaís Sichin (guitarrista e produtora musical).

“Conversei com muitas mulheres que sofreram tentativa de feminicídio, pesquisei notícias e dados sobre o tema. Não existe local, tipo de família, classe social em comum. A violência começa sempre com um relacionamento abusivo e se agrava levando à violência psicológica e física, quando a mulher inicia o processo de separação do parceiro”, Talita Campos (baixista e responsável pela pesquisa).

O roteiro final e a versificação foi feito pelas componentes da The Monnas. “O que foi mais desafiador foi falar de um assunto tão delicado, de uma forma diferente, com música. Buscamos não retratar as vítimas como coitadas e sim como deusas contando suas histórias de vitória e superação”. Paola Scafe (vocalista e roteirista).

A dramaturgia, encenação e a cenografia foram produzidas pela companhia de teatro Ligia Aydar. Serão 07 (sete) atores em cena. A gravação aconteceu no Teatro Municipal Nelson Castro. A filmagem e a edição foram feitas pela produtora Serra Amarela e a captação de som pelo Estúdio Gambs.

De shows a produções

A Banda The Monnas é composta por Paola Scafe, Talita Campos, Thais Sichin e Yasmin Tranjan. Agregando o knowhow profissional de cada integrante a experiência de palco como musicistas, o projeto The Monnas evoluiu de banda a organização de eventos e ações com a temática do empoderamento feminino. Cada integrante contribuiuem várias partes do processo comocriação, pesquisa, roteirização, dramaturgia, produção… etc.

“A The Monnas deixou de ser só uma banda de mulheres que queriam fazer um som para se divertir de final de semana em um estúdio. Passou a ser um projeto maravilhoso de incentivo as outras mulheres” Yasmin Tranjan (baterista e produtora).


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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.