Festival do Folclore Digital começa neste sábado 

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De 8 a 16 de agosto de 2020, a Estância Turística de Olímpia realiza o 56º Festival do Folclore, um dos maiores e mais importantes do país.  Neste ano, acontece pela primeira vez em formato  “digital”, devido às medidas de prevenção necessárias por causa da pandemia da Covid-19.

Assim, durante os nove dias de festa, a Capital Nacional do Folclore promove o encontro da cultura popular brasileira pela internet. Segundo a Comissão Organizadora, a edição conta com um recorde de estados representados, somando 72 grupos de 18 estados brasileiros. O evento será transmitido todas as noites, nos canais oficiais do Festival do Folclore de Olímpia.

Neste sábado (08), dia da estreia, a programação terá início às 20 horas, com cerimônia online de abertura, que será uma coletânea das aberturas dos últimos festivais. Em seguida, após apresentação dos locutores sobre a história e a importância do Festival do Folclore, o secretário de Turismo e de Cultura, Esportes e Lazer, Beto Puttini, faz breve uso da palavra para dar boas-vindas aos grupos participantes e internautas.

Na sequência, o público pode prestigiar a apresentação de oito grupos folclóricos e parafolclóricos.

 

PROGRAMAÇÃO

O primeiro a se apresentar é o Grupo Sabor Marajoara, de Belém, do Pará. Fundado em 24 de junho de 1989, o Sabor Marajoara é uma organização sem fins lucrativos, com atividades em defesa do direito do social, ligados à cultura e à arte.

Sua finalidade é preservar, divulgar e estimular o interesse pela tradição folclórica estadual e nacional e manter o intercâmbio sociocultural com grupos congêneres. Com 30 integrantes, seu diretor é Marcelo Augusto da Conceição Alcântara. O grupo já esteve em vários festivais de Olímpia, inclusive já foi homenageado em uma das edições do Fefol.

A Cia de Santos Reis Magos do Oriente, de Olímpia, é a segunda apresentação da noite. Fundada há mais de 50 anos por Chico Batista, a Cia é atualmente dirigida por Antonio Miguel Alves da Silva e possui 22 integrantes. Os Magos do Oriente participaram de todos os Festivais do Folclore, desde sua criação.

Terceira apresentação da noite, a Associação Cultural Anástasis Artes Cênicas & Solidariedade, de Olímpia, possui 20 integrantes. Fundada em 2008, o grupo surgiu a partir da encenação da Paixão de Cristo. Um evento que já se tornou tradicional na região e se encontra em sua 13ª edição.

Além do teatro, a Associação desenvolve um trabalho com a dança e a cultura popular.

O Anástasis já participou de diversos Festivais de Folclore no Brasil, inclusive de Festival Internacional. O grupo conta com repertório de danças oriundas de todos os estados brasileiros. Seu diretor é Rodrigo César Borges Marini.

Dando continuidade à programação do primeiro sábado do FEFOL Digital, entra em cena o Grupo Parafolclórico Vitória Régia, de Cáceres, Mato Grosso, que já esteve em Olímpia.

 Fundado em 2012, o Vitória Régia é Fruto do Projeto “Arte & Cidadania”, desenvolvido na Escola Estadual “Frei Ambrósio”. A Cia vem se destacando em nível nacional e internacional pelo trabalho com jovens e crianças de bairros periféricos através de atividades culturais que visam a valorização, divulgação e promoção da cultura pantaneira.

Com um repertório rico e variado, busca além das danças mato-grossenses trabalhar com danças de outros Estados brasileiros, a fim de difundir a diversidade cultural existente no Brasil.

Mais um representante de Olímpia, o Terno de Moçambique São Benedito será o quinto grupo da noite do sábado, dia 8. Dirigido por Adelis Paula dos Santos, o Terno São Benedito participa do Fefol desde sua criação.

É um dos grupos mais antigos de Olímpia.

Segundo a sabedoria popular, o Moçambique representa os anjos que abrem caminho para o rei e a rainha do congo, enquanto o congo representa o próprio santo homenageado.

De Olímpia para a Paraíba. O sexto grupo da noite será o Cultura Nativa Tropeiros da Borborema, de Campina Grande, bastante conhecido do público do FEFOL. Possui 35 integrantes e seu diretor é Antonio Ferreira Nunes.

Entidade reconhecida de utilidade pública, constitui-se patrimônio cultural da Paraíba, sendo considerado expressão viva do folclore brasileiro. Pioneiro na modalidade dança folclórica na cidade, o grupo tem se destacado com o seu trabalho sério na preservação da cultura popular nordestina, mantendo vivas as raízes culturais e resgatando as tradições daquele povo.

Sua criação inspirou-se na formação histórica de Campina Grande, quando a cidade marcava os primeiros passos de desenvolvimento.

Os Tropeiros foram componentes para o progresso de Campina Grande, transportando alimentos, como farinha, feijão, milho, cana-de-açúcar e peles de animais, em lombos de mulas e jumentos em caminhadas longas que pareciam não ter fim, enfrentando a chuva e o sol quente dos sertões.

O sétimo grupo a se apresentar será o Grêmio Folclórico Terno de Congo Xambá, de São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais. O grupo mineiro, com mais de 105 anos de existência, é também um dos mais antigos visitantes do FEFOL e um dos mais prestigiados pelo professor José Sant’Anna. Já foi homenageado, inclusive sendo capa de cartaz e Anuário. Seu diretor é José Carlos da Silva.

Encerrando a noite, a Cia de Ritmos de Danças Populares – CORDAPÉS, de Fortaleza, Ceará. Fundada em 2007, a Companhia tem como objetivo estimular crianças, jovens e adultos a pesquisar e divulgar a cultura. Situada em uma área de extrema carência social e cultural, a ONG CORDAPES promove através de suas ações e projetos meios para fortalecer o desenvolvimento integral desses jovens da sua comunidade. Com 32 integrantes, o grupo é dirigido por Ênio Marques Martins.

O Festival prossegue no domingo, dia 9, com abertura dos locutores às 20 horas. O evento é uma realização da Prefeitura, por meio da secretaria de Cultura, Esportes e Lazer, com apoio promocional da TV TEM, de empresas e de associações culturais. A programação completa está disponível no site do festival.

Mais informações:

 http://www.folcloreolimpia.com.br

 

 

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.