Orquestra Filarmônica de Rio Preto reúne empresários para apresentar proposta

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Desde o início de 2014 o maestro Paulo de Tarso está à frente da consolidação de um desafio: captar recursos para iniciar um projeto idealizado para a Orquestra Filarmônica de Rio Preto. O objetivo é nobre: educar crianças e jovens da rede pública de ensino. “A música desenvolve a coordenação motora, promove o trabalho em grupo, ajuda os tímidos a se comunicarem melhor e aumenta a autoestima”, explica o maestro. “Além disso, comprovadamente, facilita o processo de alfabetização”, conclui.

No início do ano o projeto da Orquestra Filarmônica de Rio Preto foi autorizado pelo Ministério da Cultura (MinC) para captar recursos pelo mecanismo de incentivo fiscal à cultura da Lei Rouanet, por meio de doações ou patrocínios. E prevê a realização de concertos pedagógico-didáticos e oficinas de música para crianças, além de apresentações para o público em geral. A expectativa é educar e sensibilizar as crianças, além de criar novas plateias. “Temos uma demanda em Rio Preto e uma oportunidade única para ocupar este espaço”, garante Tarso.

Entre as ações realizadas para divulgar o trabalho da Orquestra Filarmônica e encontrar parceiros na captação de recursos, o maestro vem realizando recitais onde apresenta um repertório seleto e explica os objetivos da Orquestra. Nesta quarta, 27, ao lado do violinista Adriano Reis, ele fará mais uma apresentação para aproximadamente 100 empresários. No repertório, obras marcantes, indissociáveis da nossa história. “Será mais uma oportunidade de mostrar que a Orquestra Filarmônica de Rio Preto será um novo instrumento de difusão cultural que permitirá profundas transformações em nossa cidade”, garante o maestro.

  Doações e parcerias

O montante aprovado pelo Ministério da Cultura permitirá a manutenção de toda a Orquestra (62 músicos, equipe técnica, instrumentos e ensaios) pelo período de 12 meses, permitindo a realização dos concertos pedagógicos. A lei permite às empresas que apuram o resultado de suas atividades pelo Lucro Real, a dedução de até 4% do Imposto de Renda (IR) a pagar, por meio da colaboração com projetos culturais.

Na prática, as empresas que fazem este tipo de doação agregam valor à marca por meio do apoio a uma iniciativa que valoriza a cultura na cidade, promove o desenvolvimento cultural e gera aproximação com a comunidade. “A empresa chega mais perto, atrai novos clientes por meio do vínculo da sua marca com projetos sérios como o da Filarmônica de Rio Preto”, explica Tarso.

O que pouca gente sabe é que qualquer pessoa pode fazer doações. Pessoas físicas que fazem a declaração completa também podem destinar parte do IR pago diretamente para uma produção cultural. A doação deve ser feita em conta corrente do Banco do Brasil em nome do produtor do evento cultural. “Nossa expectativa é dar início às apresentações o quanto antes, uma vez que é possível colocar o projeto em prática a partir da captação de 20% do valor aprovado. Com poucos passos é possível caminhar muito na educação e no incentivo cultural da cidade”, conclui o maestro.

Recital Orquestra Filarmônica de Rio Preto

 Quando                   27 de setembro, às 19h30

Onde                       Ipê Center Hotel:    Av. Francisco das Chagas Oliveira , 117 (próximo a Av. Juscelino Kubitschek)

 

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.