VARIZES PELVICAS E SEUS SIGNIFICADOS

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Prof. Dr. Sthefano Atique Gabriel

            Quando falamos sobre varizes, imediatamente nosso pensamento nos remete àquelas veias tortuosas, dilatadas e insuficientes, localizadas predominantemente nas pernas e que na grande maioria das vezes representa uma causa importante de incômodo estético. Nesta semana, entretanto, venho conversar com vocês e trazer esclarecimentos a respeitadas varizes localizadas em outras regiões do corpo, mais especificamente na região pélvica.

            Se você sofre com veias dilatadas na região íntima, próximo a vagina e aos grandes lábios, este artigo foi escrito pensando em você!

As varizes pélvicas representam veias varicosas, tortuosas, insuficientes, localizadas dentro da pelve feminina e que estão intimamente relacionadas aos órgãos reprodutores da mulher, tais como, útero, ovário e vagina.

Atendi recentemente uma paciente que está há muito tempo sofrendo com veias dilatadas próxima a região vaginal e que até então não tinha recebido o diagnóstico correto. Além das varizes, queixava-se de sangramento após a relação sexual em decorrência da lesão destas veias dilatadas.

            Não é normal que uma mulher apresente varizes próximo à região íntima, nem mesmo que ocorra sangramento vaginal logo após a relação sexual. A presença de varizes nesta localização sugere a compressão das veias abdominais, sobrecarregando as veias de pequeno calibre localizadas na região pélvica.

            O primeiro e mais frequente local de compressão compreende o território da veia ilíaca comum. Como característica da anatomia feminina, a artéria ilíaca comum direita pode exercer uma compressão sobre a veia ilíaca comum esquerda, dificultando o retorno do sangue do membro inferior esquerdo, o que resulta em sintomas venosos específicos na perna esquerda, como edema, veias varicosas e dor em peso.

Na tentativa de manter o retorno venoso do membro esquerdo, as varizes pélvicas recebem grande quantidade de sangue, desempenhando o papel de rede de circulação colateral. O quadro compressivo nesta região é denominado Síndrome de May-Thurner.

            O segundo local mais comum de compressão venosa abdominal localiza-se no território da veia renal esquerda. A artéria mesentérica superior, importante segmento vascular digestivo, exerce uma compressão sobre a veia renal esquerda, o que pode sobrecarregar a veia ovariana, resultando em varizes pélvicas, dor lombar e sangramento pela urina. Este quadro compressivo é conhecido como Síndrome do Quebra-Nozes.

            Tanto a Síndrome de May-Thurner quanto a Síndrome do Quebra-Nozes constituem a Síndrome de Congestão Pélvica, que se caracteriza pelo quadro doloroso na região abdominal inferior, acompanhado de varizes em localizações atípicas, como na região pélvica.

Na maior parte das vezes, a congestão pélvica é confundida com endometriose, o que retarda o diagnóstico. Além disso, as varizes pélvicas podem ser identificadas na avaliação ginecológica através do ultrassom pélvico e transvaginal. A trombose venosa profunda representa o principal risco da congestão pélvica, além do inevitável incômodo estético e do constrangimento conjugal.

            O diagnóstico das compressões venosas pode ser realizado com investigação clínica e avaliação com Doppler Vascular. O tratamento tanto da compressão ilíaca quanto da compressão renal é realizado com cirurgia endovascular, de maneira minimamente invasiva, com a inserção de stent vascular no segmento venoso acometido. A melhora sintomática é imediata, logo após a descompressão venosa.

            Se você é portadora de varizes pélvicas, procure seu Cirurgião Vascular. Investigue as possíveis causas de compressão venosa e busque o melhor tratamento de acordo com seu quadro clínico. Para mais informações sobre varizes pélvicas, Síndrome de May Thurner ou Síndrome do Quebra-Nozes, acesse o site www.drsthefanovascular.com.br.


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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.