Mulheres da cena cultural de Rio Preto se apresentam na Mostra dElas

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As Chicas
As Chicas

A Semana da Mulher será celebrada em São José do Rio Preto com uma intensa programação artística composta exclusivamente por mulheres atuantes na cidade. Começa nesta segunda-feira, 8 de março, e vai até o sábado, 13, a Mostra dElas: Semana de Mulheres na Cultura.

Serão 23 atrações online, entre apresentações de variadas linguagens – como dança, fotografia, música, audiovisual e literatura -, oficinas e bate-papos.

A proposta do evento é dar visibilidade a mulheres da cena cultural rio-pretense e promover a reflexão sobre o feminino e o papel da mulher na arte. Toda a área técnica e de produção da Mostra dElas também têm ficha técnica majoritariamente feminina.

“Pretendemos produzir a conexão dessas mulheres a partir de múltiplas linguagens artísticas, inclusive na área técnica e de produção, resultando e discutindo a pluralidade de ser mulher, empoderamento feminino e papel político da mulher na cultura da cidade”, diz empreendedora criativa Carolina Capelli, idealizadora e coordenadora do evento.

Abertura

Capelli também assina o roteiro e dirige o documentário “dElas”, que será lançado na abertura da mostra. A obra traz depoimentos de 20 mulheres sobre suas trajetórias, seus processos de ser mulher e sobre as formas de verem o mundo. Depois da exibição, será aberto um bate-papo sobre “ser mulher”, para além das homenagens que a data tradicionalmente reserva, com a equipe do documentário.

“O Dia da Mulher é um momento propício ao debate acerca do papel da mulher, para além de uma simples homenagem, mas um dia de visibilidade, de discussão e de crítica, sem perder a poética”, argumenta Capelli. Completam a equipe do documentário Fernanda Barban (edição), Guilherme Di Curzio (som direto e direção de fotografia), Milena Aurea (fotografia still e making off), Juliano Parreira (mixagem de som e trilha musical) e Daniela Honório (produção).

Protagonismo

“A programação envolve mulheres e coletivos artísticos femininos que já realizam trabalhos e atuam em diversas artes protagonizando e incentivando o empoderamento feminino a partir de seus projetos”, afirma Capelli.

É o caso, por exemplo, do Sarau Pretas PalaBRas, produzido por um coletivo poético de voz e resistência de mulheres negras, que promove a vida, a luta, a visibilidade, e o protagonismo preto e feminino por meio da poesia. Na mostra, o sarau irá homenagear a escritora mineira Cidinha da Silva.

Outro grupo que marca presença na programação é o de mulheres no samba As Chicas, que se apresenta com um show musical. Formado em 2019, com a intenção de homenagear a compositora Chiquinha Gonzaga, o projeto mantém-se atualmente com cerca de 25 mulheres, algumas em processo de aprendizado, outras com longo percurso na música. As apresentações serão realizadas ao vivo, contando com um cenário produzido pelas artistas plásticas rio-pretenses Anna Claudia Magalhães e Laura Barbeiro.

Bate-papos

Os bate-papos, chamados de “rodas virtuais”, contarão com a participação de mulheres que integram a programação artística com seus trabalhos. Elas poderão ampliar seus debates e trocar experiências e visões. Temas como “Que mundo as meninas negras sonham?”, “Mulheres negras na cultura” e “Corpos e representatividade” estarão em pauta.

A programação é totalmente gratuita e será transmitida ao vivo e gratuitamente pelo Facebook (@mostra.delas) e YouTube (bit.ly/YouTubeMostraDelas2021). No caso exclusivamente das oficinas, a transmissão será pela Plataforma Zoom, pois as vagas são limitadas e as inscrições já foram encerradas.  

O projeto da Mostra dElas: Semana de Mulheres na Cultura é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO:

Mostra dElas: Semana de Mulheres na Cultura

De 8 a 13 de março de 2021

Onde: Facebook @mostra.delas e YouTube bit.ly/YouTubeMostraDelas2021

Saiba mais: Instagram @mostra.delas

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

8 de março, segunda-feira (Dia Internacional da Mulher)

ABERTURA:

19h – Exibição do documentário “dElas” com apresentação do projeto e bate-papo na sequência

Direção, edição e roteiro: Carolina Capelli. Edição: Fernanda Barban. Som direto, mixagem de som e direção de fotografia: Guilherme Di Curzio. Fotografia still e making off: Milena Aurea. Mixagem de som e trilha musical: Juliano Parreira. Legendas: Gabrielly Cabral. Produção: Daniela Honório.

A partir de uma abordagem sem pautas pré-estabelecidas, as mulheres contam suas trajetórias, seu processo de ser mulher e como veem o mundo. As trajetórias são individuais, mas perpassadas por questões estruturalmente dadas pela sociedade patriarcal. Com a intenção de olhar o universo feminino tão diverso, respeitando o lugar de fala de cada uma, a narrativa intimista faz uma tecitura das histórias e de assuntos estruturais que marcam suas trajetórias como: maternidade, visibilidade, ancestralidade, machismo, lugar da arte. Como uma lupa, adentramos na vida delas, nas histórias delas para entender aquilo que fomos e que podemos ser: mulheres, múltiplas, diversas, todas perpassadas por dores e por violências ditas e não ditas.

9 de março, terça-feira

10h – Roda virtual “Que mundo as meninas negras sonham? – para educar crianças antirracistas”, com Juliana Costa, pedagoga, e Caroline Damiá, empreendedora criativa

Conversa sobre as peculiaridades da infância de meninas negras, que será o ponto de partida para suscitar/instigar o debate sobre educação antirracista no espaço familiar.

60 minutos. Livre.

15h – Oficina “A dança como experiência”, com Andrea Capelli, bailarina e atriz

Atividade desenvolvida a partir da leitura e discussão do texto “Notas sobre a experiência e o saber de experiência”, de Jorge Larrosa Bondía, publicado em 2002, na Revista Brasileira de Educação. A atividade partirá da palavra, que, para Bondía, “produz sentido, cria realidade e, às vezes, funciona como potente mecanismo de subjetivação”.

Inscrições encerradas. 90 minutos. Livre.

19h – Performance “O que te nega: a feminilidade(?)”, com Christina Martins e Suria Amanda, atrizes

A performance busca a partir das múltiplas vivências de duas mulheres distintas causar o questionamento, desconstrução e discussão a respeito da feminilidade que hoje conhecemos. A expressão direta do gênero feminino está envolta de uma camada opressora e seletiva, para que nos encaixemos nos padrões de um (cis)tema heteronormativo, racista e patriarcal. O que nos diz respeito a performar a feminilidade? O que é de fato esse “feminino” que nos cerca, mas mesmo assim é tão distante de nossa natureza real? De um lado, uma mulher trans preta, de outro, uma mulher lésbica, cis branca. Realidades e contextos distintos que se aproximam na arte do encontro e na semelhança de um universo feminino que se encontra limitado.

40 minutos. 16 anos.

20h – Contação de história “Yabás, as Divindades do Candomblé”, com Duo Eu + Tu (Beta Cunha e Jaqueline Cardoso, atrizes)  

Duas atrizes, uma cantora e a outra cantante, trazem uma apresentação artística em forma de contação de estórias, itans e lendas africanas sobre as orixás, nossas yabás. Divindades presentes no culto africano, mães, rainhas, guerreiras e mulheres. Trazendo canções da nossa MPB, misturadas a algumas cantigas yorubàs, elas exaltam as Yàs do Candomblé. A apresentação envolve a vida e universo dessas orixás, suas histórias de poder, força, sensualidade, magia, encantamento, luta e sororidade, guerras e muito mais. Os arquétipos e o legado que essas orixás deixaram para as mulheres.

45 minutos. 14 anos.

10 de março, quarta-feira

10h – Roda virtual “Coletivos de Mulheres na Cultura”, com As Chicas (samba) e Coletivo Mulher no Gunga (capoeira)

Conversa aberta com mulheres dos grupos de samba e capoeira de São José do Rio Preto, abordando temas como coletivos femininos, empoderamento feminino, projetos de formação e de aprendizagem.

60 minutos. Livre.

15h – Oficina “Fotografia com celular para pequenos negócios”, com Milena Aurea, fotógrafa

Atividade voltada a pequenos empreendedores que desejam investir em redes sociais. Participantes terão contato com conhecimentos básicos de fotografia, aprendendo a utilizar recursos fotográficos de aparelhos celulares, aplicando técnicas de composição, de iluminação, de harmonia, dicas de produção e outras.

Inscrições encerradas. 20 vagas. 90 minutos.

19h – Show musical “As Chicas”

O grupo de mulheres no samba de São José do Rio Preto formado em 2019 apresenta um repertório nacional com enfoque em mulheres compositoras. O grupo surgiu a fim de homenagear inicialmente a musicista e compositora Chiquinha Gonzaga. Atualmente, são mais de 25 mulheres envolvidas. Na mostra, se apresentam Elisangela da Silva Ribeiro (cantora, percussionista e violonista), Isabela da Silva Araujo (cantora e cavaquista), Valéria Cristina Oliveira Santos (percussionista), Rafaela Baldini de Melo (percussionista), Deise Mara de Pereira de Salvador (cantora, violonista, percussionista), Marili Mendes Salvador (percussionista), Paula Taciana Teodoro (percussionista) e Flavia Vaitiman Moraletto (violão e cavaco).

30 minutos. Livre.

19h30 – Intervenção de Hip Hop, com Carol Cof, dançarina

Carol Cof faz uma apresentação solo de danças urbanas, retratando a trajetória da dança na era digital.

10 minutos. Livre.

20h – Pretas PalaBRas – “Um sarau para Cidinha”

Um instantinho de muitos minutos de prosa, poesia e estórias em homenagem à Cidinha da Silva. Em um encontro descontraído, as integrantes do Pretas PalaBRas contam a trajetória da escritora e dramaturga mineira. Trarão para a roda suas produções, caminhos e vozes, realizando a leitura de suas obras e suas percepções. Pretas PalaBRas é um coletivo poético de voz e resistência de mulheres negras, que promove a vida, a luta, a visibilidade, e o protagonismo preto e feminino por meio da poesia. Tem feito apresentações no Sesc Rio Preto, no Sesc Birigui, assim como em festivais e outros espaços da cidade de São José do Rio Preto. Fazem parte do coletivo Yanelys Abreu Babi, Mayara Ísis Rocha Guimarães e Anna Claudia Magalhães.

60 minutos.16 anos.

11 de março, quinta-feira

10h – Roda virtual “Mulher na Palhaçaria”, com Fernanda Missiaggia, atriz e palhaça, e Adriane Gomes, diretora

Debate sobre a mulher na arte da palhaçaria, contexto histórico da mulher e alguns estereótipos e preconceitos que ainda existem dentro do universo circense.

60 minutos. Livre.

15h – Oficina de Hip hop, com Carol Cof, dançarina

Oficina busca explorar a prática das danças urbanas como linguagem da cultura hip hop através de exercícios e técnicas baseadas na social dance, ou seja, danças de função e contexto social. Participantes exercitarão passos bases, sequência coreográfica e conceitos gestuais dessa vertente da dança.

Inscrições encerradas. 20 vagas. 90 minutos.

19h – Espetáculo “Dona Miúda para Maiores”, com Fernanda Missiaggia, atriz e palhaça

Solo da palhaça Dona Miúda, que acontecerá em formato online e que trabalha com o universo do feminino (menstruação, masturbação, gravidez, aborto). Em cena, Dona Miúda está rodeada de expectativas para seu futuro. O que ela mais espera na sua vida? O que você mais esperou na sua vida? Miúda vivencia situações de forma divertida e inesperada, comuns a quase todas mulheres, nas várias fases da vida. Uma descoberta de si por meio do jogo com os objetos encontrados em sua glamourosa bolsa!

30 minutos. 16 anos.

20h – Discotecagem, com Lu Pequim, DJ e instrutora de ioga

Por meio de suas pesquisas, Lu Pequim vem mostrar o protagonismo das mulheres ao soltarem suas vozes, expondo o novo lugar de fala e a construção de um novo olhar para as mulheres em uma sociedade patriarcal.

60 minutos. Livre.

12 de março, sexta-feira

10h – Roda virtual “Mulheres Negras na Cultura”, com Beta Cunha, Jaqueline Cardoso e Pretas PalaBRas.

Bate-papo com artistas rio-pretenses a respeito das contribuições de mulheres negras na formação simbólica e cultural em diversas linguagens. 

60 minutos. Livre.

15h – Oficina “Edição de Vídeo (nível básico) no Adobe Premiere”, com Fernanda Barban, videomaker

Participantes terão a experiência de começar a editar no software Adobe Premiere e receberão dicas a partir dos processos de edição da ministrante, entre os quais, o documentário dElas, produzido no âmbito da mostra.

Inscrições encerradas. 20 vagas. 90 minutos.

19h – Intervenção de literatura “Protagonistas!”, com Carol Manzato, educadora

Apresentação e leitura compartilhada de obras do literatura infantil e infanto-juvenil que contenham protagonistas femininas diversas, inclusas na (re)construção do arquétipo do feminino sob a perspectiva feminista de que “lugar de mulher é onde ela quiser”, com intuito de contribuir à formação que visa ao empoderamento feminino. Assim, temos obras em que princesas salvam príncipes, são guerreiras, soltam pum, escolhem não se casar, não querem ser princesas, mas estudar; entre outras atividades e possibilidades de vivência que precisam deixar de ser enxergadas como inacessíveis ou inadequadas às mulheres.

60 minutos. Livre.

20h – Roda de Capoeira, com Coletivo Mulher no Gunga

Bateria de Capoeira Angola composta por oito mulheres do Coletivo Mulher no Gunga/Escola ARCCA. Apresentação do ritual da bateria da roda de Capoeira Angola em formato artístico, reverenciando àquelas capoeiristas que vieram antes de nós e abriram os caminhos para que hoje pudéssemos ocupar esse espaço. A apresentação será composta por ladainhas, louvações e corridos, respeitando os fundamentos do ritual da Capoeira Angola, com início, meio e fim deste ritual. Nas cantigas, buscamos enaltecer a presença feminina na cultura da Capoeira com letras criadas por mulheres capoeiristas que são referências para o nosso coletivo e o universo da Capoeira, assim como letras de domínio público que reafirmam a presença e resistência da mulher ou de sua força ancestral. Com Camila da Costa Signorini, Paula Aline de Castro, Máyra Letícia Romano, Joice Franciele da Silva Lopes Moraes, Luana Machado Saraiva, Mauricéia Carvalho de Souza, Karina Aparecida Pereira de Brito e Cristiane Maia.

45 minutos. Livre.

13 de março, sábado

10h – Roda virtual “Corpos e representatividade”, com Christina Martins e Suria Amanda, atrizes

Bate-papo sobre pluralidade no conceito de mulher. A partir de uma troca de duas atrizes, uma transexual e outra lésbica, abrimos o debate sobre gênero e corpos possíveis. O que corpos múltiplos acrescentam no produzir arte e produzir representações de feminino e de arte.

60 minutos. Livre.

11h – Exposição Fotográfica Virtual, com Milena Aurea

Lançamento da exposição fotográfica retratando as mulheres artistas do projeto. As fotos foram captadas durante as gravações do documentário. O trabalho fotográfico enfoca as mulheres na arte, suas trajetórias e papéis na sociedade.

15h – Oficina “Encontro Precioso”, com Carol Damiá, empreendedora criativa

Durante a atividade, cada participante irá confeccionar uma boneca Abayomi. As abayomis são bonecas feitas com retalhos de tecidos, sem costura e sem cola. Foram desenvolvidas por Lena Martins, maranhense, artista e militante do Movimento de Mulheres Negras. Materiais necessários: retalhos de tecido preto, retalhos de tecidos coloridos e tesoura.

Inscrições encerradas. 20 vagas. 90 minutos.

19h – Performance dança e música “Embalagem”, com Andrea Capelli, atriz e dançarina, e Andressa Maria, atriz e instrumentista

Embalagem é um trabalho que resulta de uma série de encontros entre a dançarina/atriz, Andrea Capelli, e outros artistas, especialmente, músicos. São duas atrizes em cena, que contam, no corpo, historias de ser mulher. “Fala-se” sobre o corpo, as amarras, os moldes, e sobre o romper dessas estruturas. Andrea, finalmente, despe-se. Na cena, balas de canela, uma bateria e as sapatilhas de pontas, que talvez já não sirvam mais. Tem bala pra todo lado. Se for doce, a gente desembrulha e chupa. Se não for, a gente foge, ou dança. E é nesse contexto que se dá a improvisação.

30 minutos. 16 anos.

20h – Show “Mulheres no Samba”, com Jaqueline Cardoso e Elis Ribeiro, cantoras  

Show em homenagem às vozes femininas que sempre estiveram presentes no mundo do samba, lutando, mandando recado e cativando a todos. Ivone Lara, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Clementina de Jesus, Mariene de Castro e Clara Nunes serão algumas homenageadas. Dar voz à força feminina, ressaltar o papel de suma importância histórica que temos no samba, contar, cantar e celebrar a mulher!

60 minutos. Livre.

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.