Olímpia constrói o primeiro memorial em homenagem às vítimas da Covid do noroeste paulista

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Memorial Covid - Olimpia (1)

Uma das maiores dificuldades das famílias acometidas pelo Coronavírus é o fato de não poderem estar próximos de seus entes e isso se torna ainda mais doloroso diante do óbito, quando, muitas vezes, não é possível realizar uma despedida mais calorosa.

Pensando nisso, a Prefeitura da Estância Turística de Olímpia iniciou, no ano passado, a construção de um Memorial em homenagem às vítimas da Covid. O espaço foi edificado em uma área em frente ao Cemitério Municipal e está aberto para visitação do público a partir desta quinta-feira, dia 04.

O memorial de Olímpia é o primeiro do noroeste paulista e um dos únicos em todo o Estado de São Paulo. O intuito é que seja um local para reflexão, oração, visitas e homenagens, que eternize as lembranças e a vida desses moradores.

O projeto conta com um monumento simbólico e com uma lápide que leva o nome dos olimpienses que lutaram bravamente contra o vírus. Além disso, no espaço foi construída uma praça com rampas de acesso, bancos, iluminação de LED e paisagismo. A proposta da obra é de autoria do arquiteto e urbanista, Leonardo Gimenez, e a escultura do monumento é assinada pelo conceituado e premiado artista plástico, Romildo Cardozo.

Trata-se de uma escultura em aço, com três metros de altura e pintura com acabamento texturizado em verniz PU (poliuretânica), que é uma tinta de alta resistência. O coração, que faz parte da composição, foi executado em fibra de vidro estruturada, com pintura automotiva e verniz. Os investimentos foram realizados com recursos próprios.

Para a entrega simbólica do espaço, foi realizado um ato ecumênico, de forma breve e restrita, com a presença de um padre e um pastor, que fizeram bênçãos e deixaram uma mensagem de reflexão, além da participação do prefeito Fernando Cunha e algumas famílias.

“Os dados do Coronavírus não se resumem a números. São pessoas: pais, avós, filhos e amigos que tiveram suas vidas interrompidas de forma inesperada por um inimigo invisível. Nós sabemos que este memorial não trará as vidas de volta, mas é um sinal de respeito que servirá de alento. Um espaço para oração, visitas, homenagens e, mais do que isso, para nos lembrar todos os dias das marcas que a pandemia deixou e de que a batalha desses soldados não foi em vão”, declarou o prefeito Fernando Cunha, quando anunciou o memorial.

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.