Rio Preto terá Galpão de Compostagem para gestão de resíduos e apoio à produção de alimentos

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O prefeito Edinho Araújo assinou na terça-feira (23) a ordem de serviço para construção do Galpão de Compostagem no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária – CPTTA.

“Com essa iniciativa, vamos completar o ciclo sustentável na produção agrícola no município”, destacou o prefeito.

A obra é  financiada pelo Fundo de Desenvolvimento Agropecuário . Este é abastecido por receitas da locação do Recinto de Exposições, da prestação de serviços da Patrulha Agrícola e das taxas de permissão de uso do Mercado Municipal, tem custo total de R$246.692,81.

Ela será executada pela empresa Madri Iski – Construções Eireli.  A conclusão esta prevista para setembro deste ano.

 

“O Galpão de Compostagem vai processar galhos resultantes de podas de árvores. e, também alimentos sem valor nutricional descartados pelo Banco Municipal de Alimentos. O material será transformado em adubo orgânico. este  será comercializado aos pequenos produtores locais e da região a preços mais baixos que os de mercado”, detalha Pezzuto, responsável pela gestão do CPTTA.

O Galpão aplicará tecnologia colombiana numa estrutura de 500 m2. Terá capacidade para produzir até 6 toneladas de composto por semana.

A secretaria de Agricultura  é responsável pelo investimento e operação do equipamento.  Tem apoio do SEMAE, na disponibilização da área, da secretaria de Serviços Gerais, que fornecerá a matéria-prima vinda das podas de árvores. A  secretaria de Meio Ambiente participa com sua expertise técnica.

 

  Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária

O Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária – CPTTA é uma importante conquista para  Rio Preto. O projeto, que faz parte do Programa Alimenta Rio Preto, visa produzir cinco toneladas de hortifrútis por semana.  E, assim, suprir 25% da demanda atual do Banco Municipal de Alimentos.

Outra missão do projeto é ser referencial em transferência de tecnologia agrícola para pequenos produtores da região.

O Centro cultiva abobrinha, almeirão, berinjela, beterraba, brócolis, cenoura, couve, milho verde, pepino, repolho, rúcula e vagem.

A grande novidade, no entanto, é a implantação do cultivo de tomates orgânicos em ambiente protegido em 714m2 em estufas. Utilizando tecnologia de ponta que favorece o cultivo de alimentos com qualidade superior. E, também,  uma produção constante ao longo do ano, independentemente da sazonalidade de safra.

Além disso, conta com uma Horta Hidropônica em 357m2 de estufas, que produzem três mil pés de alface por mês. Há perspectiva de cultivo de abacaxi, mamão e pitaya.

A área em que o CPTTA está instalado foi cedida pelo SeMAE, que também garante o abastecimento com 80 mil litros de água por dia para irrigação das culturas. Lá foram instalados dois poços para armazenamento de água com capacidade de 480 m3 cada, permitindo o bombeamento e melhor administração do recurso.

O Centro integra o eixo de produção do Alimenta Rio Preto, o Programa Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional que reúne as ações de produção e abastecimento alimentar do município do campo à mesa do cidadão.

O Alimenta Rio Preto, por sua vez, está integrado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODSs, da Organização das Nações Unidas (ONU), dos quais São José do Rio Preto é signatário.

 

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.