1º FestFIM – Festival de Artes do Fim Mundo abre inscrições

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A Cia. Apocalíptica lança o 1º FestFIM – Festival de Artes do Fim do Mundo.

O festival  acontecerá de 19 a 23 de agosto.  É um festival de artes integradas, não-competitivo, totalmente online e direcionado exclusivamente para a apresentação de trabalhos de artistas rio-pretenses.

A realização é da Cia. Apocalíptica, que foi um das ganhadores da edição 2020 do Prêmio Nelson Seixas, na modalidade Festivais e Mostras Independentes. O Prêmio é  realizado pela Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

“A ideia dessa ação surgiu com objetivo de fomentar a produção artística local em todas as suas vertentes. e, levar a arte para o público que está em suas casas. Toda a programação do evento será apresentada, gratuitamente, por meio de plataformas digitais, nas redes sociais da companhia, respeitando todas as diretrizes de saúde e segurança em tempos de pandemia. ”, ressalta Lawrence Garcia, diretor da Cia. Apocalíptica e coordenador-geral do FestFIM.

AS INCRIÇÕES

Para os artistas interessados em participar da programação do 1º FestFIM, as inscrições acontecem de 1º a 10 de julho e serão realizadas, exclusivamente, pelo site www.ciaapocaliptica.com/festival.

Para a seleção, podem se inscrever artistas e grupos de diferentes segmentos artísticos – teatro, dança, música, artes visuais, artes plásticas, literatura, que desenvolvam suas atividades em  Rio Preto e que tenham ou não experiência na disponibilização de suas obras para o formato digital.

Os interessados poderão concorrer nas seguintes modalidades:

– Gravações: vídeos de espetáculos/atividades na íntegra estreados em data anterior a quarentena;

– Atividades Formativas: workshops, oficinas, minicursos, debates e afins a ser realizado em formato de “reunião online” e posteriormente disponibilizado na plataforma do festival;

– “Lives”: apresentações/atividades ao vivo, na plataforma do festival, de espetáculos/obras concebidos em data anterior a quarentena;

– Estreias: obras inéditas, com a temática “Arte do Fim do Mundo”, que estrearão no festival.

Cada artista/grupo poderá inscrever uma atividade por categoria e dessas somente uma poderá ser selecionada.

A seleção será feita por uma comissão composta por integrantes da Cia. Apocalíptica. Ao todo, serão selecionados 20 projetos. Os trabalhos serão remunerados, os cachês variam conforme a modalidade e podem chegar a R$1.500 por atividade.

No dia 15 de julho, será divulgada a lista dos selecionados na categoria “Estreias”; o resultado das demais modalidades acontecerá no dia 19 de julho

Todas as informações sobre o 1º FestFIM, bem como o regulamento e a ficha de inscrição para participação estará disponível no link www.ciaapocaliptica.com/festival

 

MANIFESTO FestFIM

Logo na entrada da década de 20 deste século, o mundo se viu em um estado de vigilância constante, devido à iminência do “fim do mundo”.

Em janeiro, a ameaça de uma “3ª Guerra Mundial”, com intensificação da disputa EUA X Irã.

Em fevereiro, a polarização e o tensionamento da política brasileira chegam praticamente em seu limite.

E, em março, a constatação da pandemia de Covid-19 foi o ponto de inflexão no modo de vida de cerca de 8 bilhões de pessoas, decretando, portanto, o fim do mundo como o conhecemos.

Nessa nova conjuntura, só o que é essencial pode funcionar e, por incrível que pareça, a arte, como um todo, foi proibida de se manifestar presencialmente e a nós, artistas, foi reservado o “beco do online”, daquilo que não é tangível; o mesmo beco escuro utilizado para a disseminação de ódio e desinformação.

Mas, se é esse o único local que nos é permitido, é esse o local que iremos transformar: 1º FestFIM – Festival de Artes do Fim do Mundo!

 

 

 

 

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.