Pandemia não afeta o setor cafeicultor

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Neste mês em que se comemora o Dia Mundial do Café (14/abril), a diretora do grupo Utan, Ana Carolina Soares de Carvalho, analisa performance da indústria cafeeira durante a pandemia do novo Coronavírus. E, apresenta números e resultados obtidos desde que a crise sanitária se instalou no Brasil.

Diante do cenário da crise sanitária, o setor cafeeiro permanece sustentando boa parcela da economia e com uma produção diária que envolve uma ampla cadeia produtiva. É responsável pela geração de mais de 8 milhões de empregos no país, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De produtores no campo, trabalhadores de chão de fábrica a diversas atuações profissionais, o café é relevante fonte de receita para centenas de municípios. Além disto é importante na criação de novos postos de trabalho da agropecuária nacional. Neste contexto da pandemia do novo Coronavírus, é um dos segmentos que não parou um dia sequer de produzir. A executiva do Grupo Utam, indústria 100% brasileira, avalia que os resultados do setor impactam a cena macroeconômica do país.

Essa performance tem permitido à toda cadeia produtora levar café a 95% da população, que, de acordo com a Associação Brasileira de Indústria de Café (ABIC), é o percentual que consome o produto com frequência.
No Grupo Utam, a produção também não cessou.

Em 2020, apesar das dificuldades impostas pela pandemia, a empresa manteve seu patamar de vendas, sustentando seu crescimento no varejo.

Segundo a diretora Ana Carolina Soares de Carvalho, o Grupo Utam permanece com seu propósito de levar café de qualidade a toda população e segue de forma ativa para garantir empregos. A indústria 100% brasileira conta hoje com 241 colaboradores, sendo 165 na matriz em Ribeirão Preto (SP) e 76 na filial em Piumhi (MG).

“A empresa administrou suas operações e crescimento perante a crise sanitária, com bastante responsabilidade em relação a todo o corpo de colaboradores, promovendo todos os cuidados de forma a mantê-los protegidos”, explica.

Atualmente, a Utam atende mais de 450 cidades e a uma carteira com cerca de 9.500 clientes ativos. O grupo oferece produtos e serviços dentro do mercado cafeeiro. Com marcas fortes já consagradas por seus consumidores, consolidou sua atuação no mercado e segue em crescente evolução.


De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), o Brasil é o segundo maior consumidor mundial de café, ficando atrás dos Estados Unidos, que possui 14% da demanda mundial. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado no início deste ano apontou que o Brasil deve colher entre 57 e 62 milhões de sacas beneficiadas de café neste ano, o que representa uma alta de 4% em relação ao período anterior.

Panorama do café

Outro estudo feito pela consultoria Euromonitor aponta que o mercado brasileiro de café premium tem crescido de forma acelerada. Apesar disso, a maior parte do consumo doméstico ainda é de café tradicional. No Grupo Utam, este perfil de compra também se consolida. Em 2020, reunindo todos os formatos de café produzidos pelo grupo, incluindo marcas de terceiros, foram comercializados 85% de café tradicional, enquanto o café premium vendeu 15% deste total.

“O café tradicional é historicamente nosso carro chefe em vendas. e, no último ano se consolidou neste podium. mas, o público interessado em cafés gourmets e cápsulas tem despontado como um novo nicho em alta”, analisa Ana Carolina.

A diretora explica que mesmo em 2020 quando indústria enfrentou um cenário de crise com vários estabelecimentos fechados pela pandemia, conseguiu um crescimento de 11% neste segmento.

“Esse resultado foi obtido na comparação com os números de 2019, o que nos propulsiona a desenvolvermos pesquisas e novos blends”, conclui.

Idealizado no final de 1969, com início das atividades em 1970, o Grupo Utam está sob domínio acionário da atual direção desde 1985. Nestes mais de 50 anos de atuação no mercado brasileiro, a empresa adquiriu alta performance na região sudeste e ampliou frentes de abrangência em outros estados.

Hoje, possui uma capacidade produtiva de mais de 1.400 toneladas/mês em dois modernos parques industriais e conta com extenso portfolio de produtos e serviços. Além disso, possui marcas consagradas por seus consumidores, o que garante uma performance em crescente evolução no mercado cafeeiro.

O Grupo Utam está posicionado no ranking nacional da ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café) na 14ª posição dentre as quase 1.400 indústrias do setor, das quais 405 são afiliadas à entidade.

Além de suas certificações de qualidade, em 2020, a indústria ganhou o prêmio do programa Melhores da Qualidade da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) com a indicação do Café Utam Speciale, na categoria Superior Grão – dentro do grupo de empresas de grande porte.

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Sou jornalista com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. No início da década de 80 atuei no Rádio e no jornal impresso. Como a curiosidade é a alma do bom jornalista, troquei Rio Preto pela mochila. Morei em Berlim, quando esta ainda era ladeado pelo muro, colhi uva nos campos franceses e vivi em Paris. Depois de viajar pela Europa fui morar em um Kibbutz onde conheci meu primeiro marido, um britânico. Na Inglaterra formei-me em catering pelo Southgate Technical College. De volta ao Brasil, fui ser agricultora orgânica e passei a assinar uma coluna sobre alimentação no Diário da Região. Em 99 nasceu a “Talk Club Assessoria”, uma das primeiras agências de assessoria de imprensa de Rio Preto. Durante uma década a empresa atendeu grandes clientes. Acompanhando o mercado a “Talk Club” se transformou em uma produtora de vídeo, e tem como sócio o cinegrafista e diretor de arte Luis Soares, meu atual marido. Em outubro 2007, criamos o primeiro programa de TV o “ Maturidade Feliz” Programa este que alcançou nível nacional, em 2010, na Rede Vida de Televisão. No final de novembro de 2010 surgiu o “ Malu Rodrigues Visita”, um programa de jornalismo social.